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FAQ

Dizem que os egípcios e os fenícios disputam a primazia da invenção do vidro. Segundo alguns folclores, os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egito, pararam às margens de um rio e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural), que eles usavam para tingir lã. Empregaram os pedaços mais grossos de natrão para apoiar os vasos, na fogueira, onde deviam cozer animais caçados.

 

Comeram, deitaram-se e adormeceram com o fogo aceso. Quando acordaram, em lugar das pedras de natrão, encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. O mais sábio deles, chefe da caravana, percebeu que sob os blocos de natrão, a areia também desaparecera.

 

A fogueira foi reacesa. Durante a tarde, uma esteira de liquido rubro e fumegante escorreu das cinzas. Antes que aquele líquido se solidificasse, o chefe deles mexeu com uma faca aquele líquido, formando uma empola tão maravilhosa que arrancou gritos de espanto dos companheiros. Assim, o vidro estava descoberto.

 

Embora esta seja uma versão um tanto lendária, existem relatos que o vidro surgiu pelo menos 4.000 anos A.C.. Julga-se entretanto que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 A. C., dedicando-se, acima de tudo, a produção de pequenos objetos artísticos e decorativos, muitas vezes confundidos com belas pedras preciosas. Sua decomposição é de 4000 anos. revolução industrial e a mecanização dos processos.

 

O certo, é que ainda no início da Era Cristã, os sírios inventaram a técnica do vidro soprado, revolucionando a atividade vidreira. Por volta do ano 100 A.C., os romanos contribuíram muito para o desenvolvimento das indústrias do vidro. Iniciaram a produção de vidro por sopro dentro de moldes, aumentando em muito a possibilidade de fabricação em série das manufaturas. Eles foram os primeiros a inventar e usar o vidro para janelas.

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Se fazer vidro oco (soprado) já não era lá muito fácil, imagine-se como devia ser a produção do vidro plano. No final do século 17, um método revolucionou a fabricação. A massa do vidro era derretida manualmente com rolos, como se fosse macarrão. Essa técnica era do vidro estirado.

 

Para melhorar a vida dos vidreiros, no início do século 20, o belga, Émile Fourcault, inventou o que foi uma mão na roda - o processo mecânico de estirar a massa do vidro. Isso era feito por meio de pinças que suspendiam a massa por uma estrutura vertical de quase 20 metros para ser cortada. Contudo, as dificuldades técnicas e os defeitos no vidro continuaram a existir.

 

Os avanços, devagar, iam chegando. Para facilitar a saída da massa vítrea durante a elevação da chapa contínua, os americanos introduziram uns ajustes na passagem do forno para a estrutura vertical, no método conhecido como Pittsburgh. A qualidade óptica do vidro melhorou muito a partir daí.

 

Mas o grande destaque na produção do vidro estirado foi o emprego do método Libbey-Owens, adotado pelos grandes fabricantes mundiais nas décadas de 1930 e 1940. O processo aposentava o sistema vertical - a chapa passou a deslizar por uma estrutura horizontal, facilitando o manejo e a precisão do corte.

No século XVIII, tudo que fosse preciso para o acabamento e mobiliário das casas era necessário ser importado. A primeira fábrica de vidros no Brasil surgiu em 1810, em Salvador: a Real Fábrica de Vidros da Bahia, que não teve vida longa devido aos conflitos e combates da Independência.

 

No final do século, em 1882, foi criada na cidade do Rio de Janeiro a primeira grande indústria brasileira de vidros, a Fábrica Esbérard - Companhia Fábrica de Vidros e Crystaes, Pouco mais de dez anos depois, em 1895, surgia, em São Paulo, a Companhia Vidraria Santa Marina. Os dois empreendimentos foram um verdadeiro sucesso. Depois, foi a vez de a Companhia Vidreira Nacional (Covibra) ser fundada em 1942 por um empresário português.

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Na década de 1950, os sindicatos do Comércio Atacadista de Vidros Planos, Cristais e Espelhos do Rio de Janeiro e de São Paulo se formaram, com forte atuação em defesa do segmento de distribuição. Nesta ocasião, começaram a aparecer no mercado brasileiro grandes comerciantes de vidro, como Sebastião Pais de Almeida, que chegou a controlar cerca de 60% da distribuição de vidros em todo o Brasil.

 

Em 1951, a Santa Lúcia Cristais Ltda. começou a funcionar com um pequeno forno plano, duas ou três máquinas de lapidação e alguns cavaletes e tablados usados como mesas de corte. Dez anos mais tarde, a fábrica passou a ser chamada de Blindex. Associada ao grupo europeu BSN, liderado pela belga Boussois, e com o grupo brasileiro Ipiranga, do setor de petróleo, a Santa Lúcia instalou, em Caçapava, São Paulo, a Companhia Produtora de Vidro - a Providro -, que entrou em operação em 1962.

 

Com toda essa ascensão da Santa Lúcia, a Vidraria Santa Marina, já associada ao grupo francês Saint-Gobain, buscou reforçar sua posição e aumentou a participação acionária na Vidrobrás.

 

Pouco antes, em 1957, surgiu a União Brasileira de Vidros (UBV). Criada por um grupo de distribuidores paulistas, a fábrica era responsável pela produção de vidros impressos e passou a concorrer diretamente com a Vidrobrás e sua controlada, a Vicry.

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No início de 1960, o mercado possuía três fabricantes principais - A Providro, a Santa Marina e a UBV -, um bom número de distribuidores espalhados pelas regiões de maior consumo e poucos processadores. Em 1962, era a vez de a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) surgir para representar os fabricantes de vidro em geral. Somente quase 30 anos depois é que a rede processadora viu surgir (1990), a Associação Nacional de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Andiv) para defender seus ideais e projetos.

 

Só em 1974 nascia no Brasil a Cebrace, a joint-venture entre o grupo inglês Pilkington (detentor da marca Blindex) e o francês Saint-Gobain (detentor das marcas Saint-Gobain Glass e Santa Marina Vitrage). Em 1998, foi a vez de a multinacional americana Guardian instalar sua fábrica em Porto Real, no Rio de Janeiro. Hoje, as quatro indústrias abastecem o mercado vidreiro no Brasil - Cebrace, Guardian (na produção de vidro float) e a UBV e Saint Gobain Glass (na fabricação de vidro impresso).

O vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa a base de sílica em fusão. A sucata de vidro, limpa e selecionada, também é usada para auxiliar a fusão.

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Sílica (SiO2)

Potássio (K2O)   

Alumina (Al2O3)

Sódio (Na2SO4)

Magnésio ( MgO)

 

Cálcio (CaO)

Os vidros coloridos são produzidos acrescentando-se à composição, corantes como o Selênio (Se), Óxido de Ferro (Fe2O3) e Cobalto (Co3O4) para atingir as diferentes cores.

Matéria prima básica (areia) com função vitrificante.

 

Aumenta a resistência mecânica

Aumenta a resistência mecânica.

Garante resistência ao vidro para suportar mudanças bruscas de temperatura e aumenta a resistência mecânica.

Proporciona estabilidade ao vidro contra ataques de agentes atmosféricos.

Transparência e elegância

O consumidor visualiza o que pretende comprar. Os produtos ganham uma imagem nobre, sofisticada e confiável.

 

Inércia

O vidro não reage quimicamente. Por ser neutro, o produto não sofre alteração de sabor, odor, cor ou qualidade.

 

Compatibilidade com Microondas

Pode ser utilizado diretamente no microondas e a vantagem adicional de poder ser levado diretamente à mesa sem necessidade de transferência para outros recipientes.

 

Impermeabilidade e Versatilidade

Por não ser poroso, funciona como uma barreira contra qualquer agente exterior, mantendo assim os produtos mais frescos, aumentando o "shelf-life" em relação a outros tipos de embalagens. Formas, cores e tamanhos são detalhes que fazem diferença no ponto de venda.

 

Reutilizável, Retornável e Reciclável

Embalagens vazias de vidro podem ser reaproveitadas diversas vezes para armazenar qualquer outro alimento ou mesmo objetos. Além disso, o vidro pode ser reciclado infinitamente, sem perda de qualidade ou pureza do produto.

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Pode ser  especificado para filtrar radiações indesejáveis, como o UV...

 

É um dos mais duráveis materiais de construção sob

habituais condições de exposição...

 

Reciclabilidade...

 

Recursos abundantes na natureza...

 

Transparência (permeável à luz)...

 

Dureza...

 

Boa condutividade Térmica...

 

Não Absorvência...

Padronização:

                                      

Comunicação:                                           

 

Economia:                                   

                        

 

Proteção:

 

Qualidade:

 

Eliminação de barreiras comerciais:

Simplificar e reduzir procedimentos para elaboração de produtos e realizações de serviços.

 

Proporcionar meios eficientes para a troca de informações entre produtores e consumidores, melhorando a confiabilidade  de relações comerciais e de serviços.

 

Reduzir custos dos produtos e serviços, proporcionando ao consumidor e ao produtor melhores condições de mercado.

 

Propiciar segurança e condições adequadas de saúde ao ser humano.

 

Disponibilizar à sociedade a possibilidade de aferir a qualidade de produtos e serviços.

 

Evitar a existência de legislação conflitante sobre produtos e serviços em diferentes países, facilitando assim intercâmbio comercial.

Objetivos da Normalização

A normalização é ainda um excelente argumento para vendas ao mercado internacional como também, para regular a importação de produtos que não estejam em conformidade com as normas do país importador.

 

Como as normas técnicas do vidro são elaboradas...

 

É formada uma comissão de estudo com representantes das partes interessadas. Após a discussão e aprovação por consenso, o projeto é submetido a análise da sociedade por intermédio do processo de consulta pública. As sugestões ou objeções técnicas apresentadas durante esse processo são analisadas e consideradas pela comissão de estudo, antes de o projeto de norma ser aprovado para publicação como norma brasileira pela ABNT.

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Clique aqui para ver as Normas Técnicas vigentes no Setor Vidreiro

 

Para adquirir as normas técnicas, acesse o site: www.abnt.org.br

Após incêndios provocados pelos fornos de vidro da época, a indústria de vidros foi transferida para a ilha de Murano, próxima de Veneza. As vidrarias Murano produziram vidros em diversas cores, um marco na história do vidro, e a fama de seus cristais e espelhos perduram até hoje.

 

No ano 1.200, aconteceu outro importante acontecimento na tecnologia do vidro, a invenção do processo de fabricação do vidro plano por sopro de cilindros. Na Idade Média, sob influências helenísticas e árabes o vidro alcançou a qualidade e criatividade em cores. Neste período, surgiu o cristal escoado que, durante três séculos, foi sucessivamente aperfeiçoado.

 

Em meados do século XVIII o rei francês Luiz XIV reuniu alguns mestres vidreiros e montou a Companhia de Saint-Gobain , uma das mais antigas empresas do mundo, hoje uma companhia privada. A grande indústria moderna do vidro surgiu com a revolução industrial e a mecanização dos processos. Nos anos 50, na Inglaterra, a Pilkington, inventou o processo de produção do vidro float, conhecido também como cristal, que revolucionou a tecnologia dessa próspera indústria.

No século XVIII, tudo que fosse preciso para o acabamento e mobiliário das casas era necessário ser importado. A primeira fábrica de vidros no Brasil surgiu em 1810, em Salvador: a Real Fábrica de Vidros da Bahia, que não teve vida longa devido aos conflitos e combates da Independência.

 

No final do século, em 1882, foi criada na cidade do Rio de Janeiro a primeira grande indústria brasileira de vidros, a Fábrica Esbérard - Companhia Fábrica de Vidros e Crystaes, Pouco mais de dez anos depois, em 1895, surgia, em São Paulo, a Companhia Vidraria Santa Marina. Os dois empreendimentos foram um verdadeiro sucesso. Depois, foi a vez de a Companhia Vidreira Nacional (Covibra) ser fundada em 1942 por um empresário português.

 

No final da 2ª. Guerra mundial, os proprietários da Vidraria Santa Marina criaram a Companhia Paulista de Vidro Plano (CPVP), produzindo vidro para o mercado paulista, interior do Estado e regiões vizinhas.  Devido a concorrência, a Covibra e a Vidraria Santa Marina fizeram uma fusão, surgindo, no início da década de 1950, as Indústrias Reunidas Vidrobrás Ltda.

 

Em 1951, surgiu a Santa Lúcia Cristais Ltda. e 10 anos depois, a fábrica inaugurava outra filial, estampando o slogan “Vidros Blindex de Segurança” na fachada. Mais tarde, a fábrica adotaria o Blindex em sua razão social.

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